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MULHERES UNIDAS – Carol Fleury defende mudança real na vida das mulheres do Distrito Federal

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A cientista política Carol Fleury (foto) tem levantado uma reflexão fundamental sobre a condição das mulheres no Distrito Federal. Para ela, apesar das inúmeras pesquisas e estatísticas que expõem a realidade de violência, desigualdade e insegurança, ainda falta vontade política para transformar as mulheres em prioridade na capital federal.

Os dados são alarmantes. Em 2024, foram registrados mais de 21 mil casos de violência doméstica no DF, uma média de 57 por dia. Uma pesquisa revelou que 31% das mulheres já sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar praticada por um homem. Além disso, o feminicídio continua sendo uma chaga social — 89% das vítimas em 2022 eram mulheres negras, em sua maioria jovens e moradoras de regiões periféricas.

Outro cenário preocupante é o da violência no espaço público. Um levantamento mostrou que 74% das mulheres no DF já sofreram violência durante seus deslocamentos, seja em ônibus, metrô ou nas ruas da cidade. Casos que vão desde olhares e cantadas indesejadas até agressões físicas e estupros. Apenas 11% das entrevistadas afirmaram se sentir seguras ao circular por Brasília.

Esses problemas se somam à sobrecarga de responsabilidades familiares, à desigualdade no mercado de trabalho e à precariedade de políticas públicas que deem às mulheres condições reais de autonomia e proteção.

Para Carol Fleury, coragem, união e determinação são palavras-chave para mudar esse cenário. “As mulheres já provaram sua força em todas as áreas, mas ainda enfrentam barreiras estruturais. O que falta é vontade política para colocar a pauta feminina no centro das decisões públicas. Só assim será possível transformar a realidade de milhares de mulheres no Distrito Federal”, afirma.

Ao destacar a urgência dessa mudança, Carol lembra que cada dado não é apenas estatística, mas sim a vida de mulheres que merecem respeito, dignidade e segurança. “Não é uma questão apenas de políticas sociais, mas de justiça e de humanidade”, completa. Por: André Teixeira – 62999907919.

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