O Dia das Crianças é hoje uma das datas mais esperadas do ano, especialmente pelos pequenos, mas a sua origem carrega uma mistura de luta por direitos e influência do comércio.
Origem mundial
A ideia de dedicar um dia às crianças surgiu no início do século XX. Em 1925, durante a Conferência Mundial para o Bem-Estar da Criança, em Genebra, líderes de diversos países discutiram a importância de valorizar e proteger a infância, instituindo uma data especial para refletir sobre os direitos infantis.
Anos mais tarde, a Organização das Nações Unidas (ONU) definiu o 20 de novembro como o Dia Universal da Criança, em memória à aprovação da Declaração dos Direitos da Criança (1959) e da Convenção sobre os Direitos da Criança (1989).
Caso brasileiro
No Brasil, a celebração nasceu oficialmente em 1924, após um projeto do deputado Galdino do Valle Filho ser sancionado pelo então presidente Artur Bernardes. A lei instituiu o 12 de outubro como o Dia das Crianças no país.
Durante décadas, porém, a data passou quase despercebida. Foi apenas nos anos 1960 que ela ganhou força, graças a uma ação de marketing. A fabricante de brinquedos Estrela, em parceria com a Johnson & Johnson, lançou a campanha “Semana da Criança” para impulsionar as vendas. O resultado foi tão positivo que o costume se consolidou, transformando a data em uma das mais importantes para o comércio e para as famílias brasileiras.
Mais do que presentes
Embora marcada por brinquedos, festas e comemorações, o Dia das Crianças também é um lembrete sobre a importância de garantir direitos, oportunidades e proteção para todos os pequenos. Uma data que nasceu da preocupação com o bem-estar infantil e que, no Brasil, se transformou em tradição cultural e comercial.




















































