O Ministério Público de Goiás (MP) ofereceu três denúncias contra Welinton Ribeiro da Silva, de 52 anos. Duas denúncias por estupro foram apresentadas à Justiça de Goiás na segunda-feira (07) e a terceira, no dia 27 de setembro, por receptação de moto roubada e uso de documentos falsos, apresentados à polícia no dia em que foi preso.
As duas últimas denúncias partiram da promotora de Justiça Simone Disconsi de Sá Campos, da 17ª Promotoria de Justiça, pelo estupro de uma mulher no dia 13 de maio de 2016, no bairro Vila Romana. Segundo a promotora, a vítima estudava em uma escola no bairro e foi abordada ao retornar para casa. Welinton estava parado na rua, em cima da motocicleta que utilizava para se deslocar, utilizando o telefone celular. Assim que a mulher passou, ele desceu da moto e a dominou com uma arma de fogo apontada contra sua cabeça.
Segundo a denúncia, a identificação foi possível através da “coincidência de perfil genético observado através do Banco de Perfis Genéticos da Superintendência de Polícia Técnico-Científica”. A promotora pediu também a prisão preventiva do denunciado como garantia da ordem pública, econômica, por conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal.
A terceira denúncia do MP foi assinada pela promotora Valéria Magalhães baseada em um estupro e roubo ocorridos em março de 2017, no bairro Goiânia Park Sul. A vítima foi abordada após descer de um ônibus a caminho de casa. O denunciado a forçou a subir na garupa da moto e a estuprou num lote baldio, roubou seu celular e a agrediu com quatro socos.
A denúncia diz que o material genético colhido na vítima logo após os crimes foi confrontado com banco de dados da Polícia Científica de Goiás, que demonstrou a compatibilidade com material genético de outras 22 vítimas de Welinton.