PF investiga relação de venda de refinaria com joias dadas a Bolsonaro

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A Polícia Federal decidiu investigar a relação do processo de venda da Refinaria Landulpho Alves, em São Francisco do Conde, na Bahia, pela Petrobras ao fundo Mubadala Capital, sob a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com o recebimento, um mês antes, de um estojo de joias, por parte do então presidente brasileiro do sheik Mohammed bin Zayed, dos Emirados Árabes.

Mohammed bin Zayed é um dos donos do fundo de investimentos Mubadala, atual detentora da empresa Acelen, que administra atualmente a refinaria.

À época, a operação de venda da refinaria foi concluída com o pagamento de US$ 1,8 bilhão (R$ 10,1 bilhões). A Acelen assumiu a gestão partir de 1º de dezembro — com a venda, a RLAM passou a se chamar Refinaria de Mataripe.

Na última quarta, 4, a Controladoria-Geral da União (CGU) publicou um relatório apontando que a análise do valor de mercado da refinaria foi feita abaixo do valor de mercado.

Viagem de Bolsonaro

No mês anterior a venda da refinaria, em outubro de 2021, Bolsonaro fez uma viagem oficial para a Arábia Saudita. Lá, o líder do governo brasileiro recebeu o kit de joias femininas avaliadas em R$ 4.150.584.

Ao retornar ao Brasil, a equipe do ex-presidente tentou entrar no país sem declarar o valor para a Receita Federal. No entanto, o kit foi apreendido no Aeroporto de Guarulhos-SP, na bagagem de um integrante da equipe do Ministério de Minas e Energia, na volta de uma viagem.

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